Quase 90% dos beneficiários usam o plano de saúde a cada ano



IESS: Prevenção ajuda a conter custos, mas frequência de atendimentos pressiona mensalidades (Megaflopp/Thinkstock) São Paulo – Em média, 88% da base de clientes dos planos de saúde usa os serviços de sua rede médica ao menos uma vez ao longo do ano. É o que aponta pesquisa feita pelo Ibope Inteligência e o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). As consultas médicas são o serviço mais utilizado. De acordo com o levantamento, 86% dos beneficiários passaram por consulta pelo plano ao menos uma vez nos últimos 12 meses, enquanto 78% deles realizaram algum exame. Apenas 17% utilizaram o convênio para internação. Essas proporções estão estáveis desde pelo 2015, quando o IESS e o Ibope realizaram a primeira edição da pesquisa. Veja também SEU DINHEIROTrabalhador paga em média 24% pela coparticipação do plano de saúde query_builder 14 ago 2019 – 17h08 SEU DINHEIROANS autoriza reajuste de até 7,35% nos planos de saúde query_builder 24 jul 2019 – 08h07 O superintendente executivo do IESS, José Cechin, diz que as taxas de uso, à primeira vista, parecem altas se comparadas a outros tipos de seguros – no seguro de veículos, por exemplo, apenas 29% dos segurados acionam a operadora para algum sinistro a cada ano, diz ele. Essa diferença, no entanto, está ligada à natureza particular dos seguros ligados à saúde e, no saldo final, ajuda a impedir aumentos de custos e de mensalidades ainda maiores. A princípio, a função dos seguros é cobrir eventos não previsíveis, como uma colisão no carro ou um problema de saúde, mas, nos planos de saúde, há um segundo aspecto, que é o da prevenção, disse Cechin. Claro que, de imediato, o volume de check-ups significa um aumento de custo para a operadora, mas, no longo prazo, o saldo tende a ser positivo. A mamografia tem um custo, mas é muito mais simples tratar um câncer de mama diagnosticado precocemente do que em estágio avançado, afirmou. Frequência e tecnologia pressionam custos De acordo com Cechin, não é da quantidade de pessoas usando os planos que vêm os aumentos cada vez mais altos de custos das operadoras e, portanto, das mensalidades cobradas. A frequência está aumentando, diz ele. A pessoa que antes fazia dois ou três procedimentos por ano, agora faz 10 ou 15. De acordo com dados do IESS, o número de consultas realizadas por meio dos planos de saúde aumentou 1,5% de 2017 para 2018, o de exames subiu 5,5% e o de terapias, que inclui de fisioterapia a quimioterapia, saltou 21%, mesmo com o número total de clientes estável. O aumento de preços, tanto de serviços médicos quanto de medicamentos e equipamentos, bem como a incorporação de novas tecnologias, que deixam alguns procedimentos mais modernos, mas também mais caros, são outros fatores mencionados por Cechin para explicar a escalada de preços repetidamente acima da inflação nos planos de saúde.

Fonte: Exame




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