Preço do gás dispara para até R$ 130 o botijão e Procon fiscaliza



Gás de cozinha: Petrobras fez importação adicional da commoditie e ministério acredita que situação será normalizada em alguns dias (Classen/ullstein bild/Getty Images) Assim como foram registrado grandes reajustes de preços em alimentos básicos nos supermercados, o preço do botijão de gás disparou em São Paulo. Parte desse reajuste se deve ao aumento da demanda pelo produto, provocada pelo isolamento social necessário para conter o avanço do coronavírus. No aplicativo que compara preço de revendores Chama, o botijão no bairro do Tatuapé, na zona leste da cidade, chega a ser vendido por R$ 95. Na zona oeste, em Pinheiros, o botijao de 13 kg é vendido por mais de R$ 80. Na zona sul, no Morumbi, o preço atinge até R$ 99,99. A orientação do Procon-SP é de que os botijões de gás sejam comercializados por valores entre R$ 68 e R$ 70. Em casos mais extremos, o valor chega a R$ 130. Ou seja, o aumento de preços atinge 85%. O Sindicato de Fornecedores de Gás de São Paulo diz que não houve qualquer alteração nos custos que pudesse justificar a elevação dos preços cobrados dos consumidores. Veja também SEU DINHEIROPreços disparam até 70% nos supermercados com alta da demanda query_builder 27 mar 2020 – 14h03 No domingo (29) o Ministério de Minas e Energia apontou que os reajustes de preço foram causados pela grande demanda das famílias pelo GLP, o que causou uma “escassez pontual”. Como forma de solucionar o problema, a Petrobras faria a importação adicional da commoditie. A expectativa é de que a situação seja normalizada em alguns dias. Para coibir abusos enquanto os preços não voltam à normalidade, o Procon-SP e o Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) vão atuar conjuntamente no combate, identificação e punição. A ação é mais uma medida de enfrentamento à crise causada pelo impacto econômico da pandemia do coronavírus. O Governador João Doria fez o anúncio nesta quarta-feira (1º) e destacou que os abusos não serão tolerados. O preço do botijão de gás, no limite, é de R$ 70. Não é nem R$ 71, nem R$ 72, nem R$ 80. Em uma situação como a que estamos vivendo, R$ 10 fazem muita falta. O Procon São Paulo está autorizado a agir, de acordo com a lei, para proteger o interesse público, especialmente da população de baixa renda, disse Doria. O diretor geral do Procon-SP, Fernando Capez, informou que, para coibir tais práticas, o Procon-SP contará com o apoio das viaturas do Dope. Os policiais do departamento que estiverem em patrulhamento farão abordagem de fornecedores de botijões de gás, caso identifiquem aglomeração de pessoas ou preços abusivos. As equipes do Procon-SP serão acionadas para aplicação das sanções previstas na legislação. Os fornecedores que forem flagrados realizando vendas a preços abusivos serão multados e conduzidos às delegacias de polícia para que respondam por crime contra a economia popular. Não há risco de desabastecimento de botijões de gás. Não há nenhuma justificativa para que as pessoas se aglomerem nos pontos de venda e paguem mais caro, afirmou Capez. Denúncias Apenas no período da quarentena, já foram registradas mais de 120 denúncias online contra preços abusivos do botijão de gás, nas redes sociais, aplicativo e site do Procon-SP. Considerando a orientação de manter o isolamento e evitar sair de casa, o Procon-SP disponibiliza canais de atendimentos à distância para receber denúncias, intermediar conflitos e orientar os consumidores: via internet, aplicativo disponível para Android e iOS ou via redes sociais, marcando @proconsp, indicando o endereço ou site do estabelecimento.

Fonte: Exame




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