Gloria Maria Foto: Reprodução de ‘Globo Repórter’ (2019) / Globo / Estadão A jornalista Gloria Maria criticou o que chamou de “politicamente correto” durante entrevista para Joyce Pascowitch no Instagram no último sábado, 26. saiba mais Senadores dos EUA querem vetar série que “propaga comunismo” Ator da Globo é indiciado por agressão à mulher Grávida, Simone usa look romântico no ‘The Voice Kids’ e marido elogia: ‘Amo’ Avril Lavigne faz 36 e se diz contra teorias de substituição As declarações vieram após a seguinte pergunta de Joyce: “Nesses últimos anos, a TV mudou muito. Se modernizou, seriados, séries… Junto com isso, explodiu essa questão do assédio moral e do assédio sexual. Provavelmente, devia existir, mas, hoje em dia, está tudo muito na vitrine, né” Gloria Maria respondeu: “Se você quer saber, eu acho isso tudo, basicamente, um saco. Por exemplo, hoje, tudo é racismo, tudo é preconceito… Eu, até hoje, na TV, tenho meus câmeras antigos, os técnicos que estão comigo há 40 anos, todos me chamam de ‘Neguinha’. Eu nunca me ofendi, nunca me senti discriminada. Me chamam de uma maneira amorosa, carinhosa. É claro que se falam ‘Ô, nega’, não sei o quê, é outra coisa.” “Então, hoje, tudo é preconceito, tudo é assédio. Está chato. Estou há mais de 40 anos na televisão. Já fui paquerada muitas vezes, mas nunca me senti assediada moralmente. Acho que o assédio moral é uma coisa clara, não tem dubiedade. Não tem como você interpretar. O assédio é uma coisa que te fere, é grosseiro, te machuca, te incomoda, te desmoraliza”, continuou. Artistas que sofreram abusos ou assédios e falam abertamente sobre isso 4 fotos ver galeria Xuxa – “Eu tinha medo de falar pro meu pai e ele achar que era eu que estava fazendo isso, porque uma das vezes que aconteceu foi com o melhor amigo dele, que queria ser meu padrinho. Eu não podia falar pra minha mãe porque uma das vezes também foi com o cara que ia casar com minha avó. Um professor chegou pra mim e disse: ‘Não adianta você falar, porque entre a palavra de um professor e um aluno, vão acreditar no professor, e não no aluno’. Se me perguntarem por que aconteceram essas coisas comigo, eu ainda acho que foi por minha culpa, e a gente não pode pensar assim. A criança não tem culpa”, desabafou.   Foto: João Miguel Júnior / Globo / Divulgação / Estadão “Agora, a paquera, pelo amor de Deus… Eu estou cansada desse negócio. Os homens estão com medo. Eu quero ser paquerada ainda, gente, estou viva. Mas existe uma cultura hoje que ‘não pode’, e nós mulheres sabemos bem fazer a diferença de uma paquera para o assédio, um abuso sexual”, prosseguiu. Por fim, Gloria Maria concluiu: “Acho que esse mundo está muito chato. Essa coisa do politicamente correto é um porre. Eu não sou politicamente correta e não vou ser, não adianta, não venho de um mundo politicamente correto.” “Acho que politicamente correto é o caráter, a honestidade, a sua capacidade de olhar para o outro. Isso é politicamente correto. Agora, esse mundo que a gente está, que vem muito da amargura das pessoas, da frustração das pessoas, isso eu não gosto, não aceito. Nessa eu não entro, não, sob nenhuma hipótese”, encerrou. Em outro momento da conversa, em uma reflexão sobre a pandemia, Gloria Maria relembrou diversas coberturas jornalísticas em zonas de conflito ou de pobreza que fez ao longo da carreira. “De violência, de dor, de sofrimento, acho que poucas pessoas no mundo entendem melhor e mais do que eu. Nessa pandemia eu entendi muito bem todas as dores. No meio dela, ainda perdi minha mãe, não foi pouca coisa”, disse. Confira abaixo a live com entrevista de Gloria Maria para Joyce Pascowitch (o assunto é abordado a partir de 28 minutos). Ver essa foto no Instagram De TV, de amores, de assédio e mostra como é feliz! Uma publicação compartilhada por Joyce Pascowitch (@joycepascowitch) em 26 de Set, 2020 às 10:12 PDT Veja também: Carol Francischini treina na varanda de sua casa assistir Carol Francischini treina na varanda de sua casa 0 comentários

Fonte: Terra




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