Reportagem denuncia racismo e “subornos” no Globo de Ouro



Há menos de uma semana de sua entrega de prêmios, o Globo de Ouro 2021 já tem um grande perdedor: a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), responsável por sua realização. saiba mais Um ano após ‘Parasita’, ‘Minari’ é sensação em Hollywood Os 22 filmes que devem dominar o Oscar e o Globo de Ouro em 2021 Oscar será presencial, ao vivo e de vários locais Veja os filmes latinos que estão na competição pelo Oscar De olho no Oscar, ‘Supernova’ é uma história de amor e dor Reportagem denuncia racismo e “subornos” no Globo de Ouro Foto: Divulgação/Golden Globe / Pipoca Moderna Após sofrer críticas por apresentar uma lista de indicados completamente desconectada com a realidade da indústria cinematográfica, vista por muitos como sinal de racismo da instituição, o jornal Los Angeles Times publicou uma reportagem devastadora, denunciando o fato de que a HFPA não possui nem nunca teve negros entre seus membros. Questionado sobre a falta de representatividade, a HFPA respondeu de forma vaga que “está comprometida a corrigir” este problema, sem citar medidas específicas. Ao contrário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, que inclui milhares de trabalhadores de todas as áreas da indústria, a HFPA é formada por 87 jornalistas de vários países que vivem em Los Angeles e escrevem sobre cinema. Muitos publicam críticas para blogs sem representatividade alguma. Em 2021, este grupo decidiu excluir ou marginalizar projetos premiados concebidos por artistas negros, como a série I May Destroy You, considerada pelo resto da crítica como uma das melhores do ano, e o filme Destacamento Blood, de Spike Lee. A reportagem do Los Angeles Times também confirmou boatos que circulam há anos sobre a falta de integridade da HFPA, ao revelar que a associação, ao contrário da Academia e outros grupos de premiação, aceita e incentiva que estúdios e produtores ofereçam “presentes” e privilégios (subornos) para seus 87 membros, como forma de influenciar as votações para o Globo de Ouro. O jornal cita um exemplo recente deste tipo de ação. A Paramount Television hospedou 30 membros da HFPA em um hotel cinco estrelas de Paris, com diárias de até US$ 1,4 mil (R$ 7,6 mil) em 2019, para divulgar Emily in Paris. Destruída pelos outros críticos, a atração da Netflix foi indicada ao Globo de Ouro, inclusive como Melhor Série de Comédia ou Musical. Veja também: Juliano Cazarré vira justiceiro em ‘Dente por Dente’ assistir Juliano Cazarré vira justiceiro em ‘Dente por Dente’ assistir Carla Perez é a rainha do Insta e podemos provar! assistir Qual foi a reação da família real após a 4ª temporada de The Crown assistir Quem são os brasileiros mais influentes do Tiktok Pipoca Moderna 0 comentários

Fonte: Terra




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