Agentes encontram 81 focos do Aedes aegypti em apenas 1 dia de trabalho no Anhanduizinho



Campo Grande, 05/02/2020 às 10:41 Mais de 1,5 imóveis  foram inspecionados e 81 focos do mosquito Aedes aegypti eliminados nesta terça-feira (04) durante a operação “Mosquito Zero – É matar ou morrer”, na região do Anhanduizinho.  Os trabalhos de  enfrentamento ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, acontece na região até o dia 11 de fevereiro.Segundo dados da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), ao todo foram 1.502 imóveis inspecionados, 966 depósitos e 81 focos do mosquito eliminados. Além disso, 30 caminhões de materiais inservíveis já foram retirados das áreas de descarte disponibilizadas à população.Seis pontos de coleta foram distruibuídos em diferentes locais para que os moradores possam fazer o descarte de materiais inservíveis de grande volume, como sofás, geladeiras, televisores, entre outros móveis e eletrodomésticos.A exemplo da primeira etapa, realizada na região Imbirussu, os trabalhos contemplarão a limpeza de terrenos públicos, transporte de materiais inservíveis descartados, alocação pontual e temporária dos descartes em locais previamente definidos, fiscalização e autuação de descartes irregulares, visita às casas pelos agentes de combate às endemias para detecção de focos, limpeza, orientação e conscientização da população sobre os riscos e consequências das doenças transmitidas pelo mosquito.Na região Imbirussu foram mais de 4,1 mil imóveis inspecionados, 2,3 mil depósitos e 300 focos eliminados e ainda 2,5 mil toneladas aproximadamente de materiais inservíveis recolhidos pelas equipes da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).Além de inspeções em residências, é feita a vistoria em pontos estratégicos, áreas consideradas de maior risco de proliferação de mosquito e que exigem um trabalho específico, a exemplo de borracharias, oficinas mecânicas, pontos de recicláveis, construções, casas e construções abandonadas.Durante as visitas, os profissionais de saúde orientam os munícipes a seguirem os cuidados necessários: nunca deixar ao ar livre qualquer recipiente propenso a acumular água, manter a limpeza de terrenos e quintais em dia, instalar telas nas janelas, colocar areia até a borda dos vasos de planta, manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo, acondicionar pneus em locais cobertos, limpar e trocar a água de bebedouros de animais, proteger ralos pouco usados com tela ou jogar água sanitária.Pontos de descarteNesta etapa o número de pontos de descarte foi ampliado de quatro para seis, o que consequentemente facilitará o acesso dos moradores da região.Área 01: R. Catiguá com R. Medrado e R. Maria de Lurdes Vieira de Almeida Bairro Centro-Oeste.
Área 02: R. Iemanjá com R. Tumbergia e R Gerbera Bairro Aero Rancho.
Área 03: Av. Sen. Filinto Muller com Rua Gabriel Abrão Bairro Parati.
Área 04: R. Elvira Pacheco Sampaio com R. Belmira com R. Julia Pereira de Souza Bairro Alves Pereira
Área 05: R. Dom Fernandes Sardinha com R. Benedito Viana com R. Aristides Lobo Bairro Los Angeles
Área 06: R. Antônio Carlos Esporotto com R. Dario Anhaia Filho Bairro LageadoCronogramaA expectativa é de que até abril as sete regiões de Campo Grande tenham recebido uma ação semelhante, conforme cronograma pré-definido.1ª Semana Imbirussu.2ª Semana   Anhanduizinho.3ª Semana   Bandeira.4ª Semana   Prosa.5ª Semana Lagoa.6ª Semana Segredo.7ª Semana   Centro.Dados epidemiológicosJaneiro terminou com 25% de notificações a menos de dengue, se comparado com o mesmo mês do ano anterior. Conforme os dados parciais divulgados pela Gerência Técnica de Endemias  da SESAU  na terça-feira (04), foram notificados 2.273 casos da doença no primeiro mês deste ano, contra 3.027 no mesmo período em 2019.Os casos de zika e chikungunya também foram menores em janeiro deste ano. Em 2019 foram 78 notificações de zika e 69 de chikungunya, contra 25 e 12 respectivamente, neste ano.O boletim epidemiológico completo com série histórica está disponível clicando aqui.Infestação pelo AedesConforme o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo o Aedes aegypti (LIRAa), sete áreas de Campo Grande foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito.O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último LiRaa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. Dezoito áreas permanecem com índices satisfatórios.O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da USF Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. A área da USF Azaleia aparece em segundo com 7,4% de infestação, seguido da USF Jardim Antártica, 5,2%, USF Alves Pereira, 4,8, USF Sírio Libanês, 4,4%, Jardim Noroeste, 4,2% e USF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE), 4,0%.

Fonte: Capital MS




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